Introspecção #1
Após a afirmação aligatorídea de que eu, Zé Gato, deveria ser alvo de uma severa descarga esfincterial sob a forma líquida, vulgarmente designada por diarreia (cf.”O Povo é Sereno”), algo extremamente alienado que perscruta a minha felina mente há já alguns anos voltou das trevas intelectuais em que estava adormecido. Este algo que me atormenta desde a afirmação proferida por Jacaré serve, precisamente, para fazer face à soltura. Falo-vos de papel higiénico. No entanto, e o que esquadrinha o meu intelecto (?!) há já algum tempo não é o papel higiénico per se, é antes um derivado deste. Refiro-me ao papel higiénico com cheiro.
Não que a ideia peregrina de idealização e respectiva concepção de um papel higiénico de cor negra (é politicamente incorrecto dizer preto, mesmo que estejamos a falar de papel para limpar as partes traseiras) seja melhor. Mas o que, de facto, atormenta Zé Felino é o papel higiénico com cheiro.
Vendo bem as coisas, quem precisa de um traseiro perfumado? Se desejasse tal coisa certamente não coagiria um qualquer papel com delicado cheiro a rosas contra a faixa central do nalguedo, iria directamente à fonte cheirosa, direccionando umas valentes bombadas de perfume na racha nalgatória. E, pergunto eu Zé Gato, qual é o homem (ou mulher for that matter) que adquirirá tal maravilha do mundo tecnológico em que vivemos para ficar com um suave aroma a rosas ou qualquer outra delicada flor no nalguedo?
Acho que qualquer ser humano preferiria limpar a retaguarda com, passe a publicidade, papel higiénico Olé (faça do cagar uma faena) ou mesmo, segundo o progenitor felino, lixa nº1. Well said dad…
Após leitura atenta deste farrapal post, o progenitor de Zé Gato fez questão de ser ele próprio a ligar para o Sobral Cid. "Alguém tem de travar esta quantidade de estupidezes", terá dito enquanto tirava a cavilha a uma granada para a lançar para o quarto de Zé Gato. "Isto acaba hoje", acrescentou!
4 Comentários:
Cagar, pardon my french fries, é toda uma arte. Diria mesmo tratar-se de um acto de libertação intelecto-escatológica, cuja sublime técnica só está ao alcance dos melhores, vulgo "cagões".
Tenho medo que o surgimento (magnificamente denunciado por vós, ó Gato felino) de mariquices como esta do papel higiénico perfumado, venha a perverter a virilidade do cagar, tal como jogadores de futebol que começaram a usar fitinha nos cornos.
Tenho dito.
Maravilhosamente dito, meu caro amigo aligatorídeo!
Rcomendo a leitura da obra "A Arte Cagatória" de H.K.Peida e ainda o artigo "As bundas na literatura de Jane Austen" do brasileiro Felipe Anileiro, para completar o brilhante artigo científico de Zé Gato sobre o papel higiénico com fedor.
Também é bem visto!
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